PAIS POEMA

Libros de thiago de mello

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thiago de mello

aprendiz do espanto
Não deflorei ninguém. / A primeira mulher que eu vi desnuda / (ela era adulta de alma e de cabelos) / foi a primeira a me mostrar os astros, / mas não fui o primeiro a quem mostrou. / Eu vi o
arte de amar
Não faço poemas como quem chora, / nem faço versos como quem morre. / Quem teve esse gosto foi o bardo Bandeira / quando muito moço; achava que tinha / os dias contados pela tí
canto do meu canto
Escrevi no chão do outrora / e agora me reconheço: / pelas minhas cercanias / passeio, mal me freqüento. / Mas pelo pouco que sei / de mim, de tudo que fiz, / posso me ter por contente, / che
filho da floresta, água e madeira
Filho da floresta, / água e madeira / vão na luz dos meus olhos, / e explicam este jeito meu de amar as estrelas / e de carregar nos ombros a esperança. / Um lanho injusto, lama na madeira, / a
los estatutos del hombre
Traducción de Mario Benedetti / Artículo 1. / Queda decretado que ahora vale la vida, / que ahora vale la verdad, / y que de manos dadas / trabajaremos todos por la vida verdadera. / Artículo 2. / Queda decreta
ninguém me habita
Ninguém me habita. A não ser / o milagre da matéria / que me faz capaz de amor, / e o mistério da memória / que urde o tempo em meus neurônios, / para que eu, vivendo agora, / possa me rever no o
o animal da floresta
De madeira lilás (ninguém me crê) / se fez meu coração. Espécie escassa / de cedro, pela cor e porque abriga / em seu âmago a morte que o ameaça. / Madeira dói?, pergunta
os astros íntimos
Consulto a luz dos meus astros, / cada qual de cada vez. / Primeiro olho o do meu peito: / um sol turvo é o meu defeito. / A minha amada adormece / desgostosa do que sou: / a estrela da minha fronte / de descui
poema perto do fim
A morte é indolor. / O que dói nela é o nada / que a vida faz do amor. / Sopro a flauta encantada / e não dá nenhum som. / Levo uma pena leve / de não ter sido bom. / E no coração, n